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NOSSA HISTÓRIA E SEUS INGREDIENTES

    Caio Prado, fica à aproximadamente 122 Km de Fortaleza. Está localizada na zona  central do Ceará, microrregião de Baturité . É sertão do sol ardente, porém, tranquila, pacífica e hospitaleira. Pelo decreto Estadual nº 37 de 02 de agosto de 1890 é criado o distrito de Caio Prado, ex-povoado de Cangaty e anexado ao município de Baturité. O povoado Cangaty, nome indígena que significa "peixe da cabeça boa" Teve sua origem à partir de uma fazenda com o mesmo nome, que era de larga extensão, abrangendo uma área de 12 quilômetros. A mudança oficial do nome Cangaty para Caio Prado, foi em meados de 1.940 ocasião da reforma toponímica que atingiiu centenas de localidades brasileiras, inclusive, Caio Prado. :

O nome é uma homenagen póstuma ao Dr. Antonio Caio da Silva Prado, falecido em 1.889. Dr. Caio Prado, nasceu em 13 de junho de 1853. Bacharel em direito, foi nomeado presidente da província do Ceará, por carta imperial, datada de 25 de março de 1.888 sendo empossado em 21 de abril do mesmo ano e veio à falecer em 26 de maio de 1.889 não concluindo o seu mandato.

 A Lei Estadual nº 3599 de 20 de maio de 1.957, desmembra o distrito de Caio Prado, do Município de Baturité e o incorpora ao município de Itapiúna. Caio Prado, já foi município, criado pela lei nº 6.096 de 19/12/1.963 e extinto pela lei de nº 8.339 de 14/12/1965, antes de ser instalado município. Caio Prado, ex-Cangaty, ex-distrito de Baturité e, atualmente distrito de Itapiúna, localizado às margens do rio choró e da velha ferrovia, que liga Fortaleza ao Crato.

Situa-se nos limites da Microrregião Baturiteense, visto confinar-se, em parte com o município de Quixadá. Suas origens, remotam, ao terceiro decênio do centenário trasado; à 1.835 mais ou menos. Caio Prado, ou melhor, Cangaty, nada mais foi nos seus primórdios, que uma simples fazenda, de reduzida expressão agropecuária, mas de considerável extensão.

 O antigo topônimo (Cangaty), deve-se ao rio de idêntico nome, cujo leito, vem dar no rio choró. Trata-se evidentemente de vocábulo indígena, o qual, no saber dos mais doutos, significa: "peixe da cabeça boa". Uma espécie de bagre da água doce. A mudança oficial para o nome de Caio Prado, aconteceu em meados dos anos 40, e constituiu-se numa singela homenagem póstuma ao Presidente da Província do Ceará, Dr. Antonio Caio da Silva Prado.  (Extraída dos arquivos da professora Alaíde Lopes e  do livro Aquele Cangaty de outras Eras. Autor: José Humberto Gomes de Oliveira. VIA BLOG: DIÁRIO ONLINE DE CAIO PRADO.

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O GOVERNO CAIO PRADO (1888/89)
Caio da Silva Prado era filho de família rica, foi educado na Europa e fez curso de engenharia da França. De volta ao Brasil, matriculou-se na Faculdade de direito de São Paulo, graduando-se com brilhantismo. Foi eleito Deputado, dirigiu o "Correio Paulistano", foi nomeado Presidente da Provincia de Alagoas e em 25 de março de 1888 foi nomeado Presidente da Provincia  do Ceará, assumindo suas funções em 21 de abril de 1888.

Os jornais da época noticiavam o desânimo da população e o crescente êxodo para os seringais da amazônia. As preoculpações eram naturais, pois a seca dos "três oitos" assolava o Ceará.
Apesar de ter recebido do Dr. Enéas Araújo Torreão, uma Província sem dívidas e próspera, digno até dos elogios dos adversários políticos, ao assumir o governo, Caio Prado viu-se dominado por dificuldades de todos os gêneros. Na política, andava hostil com os líderes da situação, derrubou em curto prazo o partido conservador miúdo do Barão de Aquiráz e nomeou para os cargos oficiais os correligionários da facção graúdo-Pompeu.

Crivado de censuras, não deu nenhuma atenção a isso e aproximou-se dos intelectuais locais. Assim, intelectualizou o palácio do Governo, abrindo seus salões para a elite que o acompanhava em grandes festas e piqueniques nos sitios de Fortaleza e Maranguape. João Brígido dizia que "O palácio da Presidência era um salão aberto a todo momento, dançava-se ao meio dia.

 As festas ruidosas e as recepções eram contínuas e sua casa um explendor que deslumbrava..." Viajado, fluente em língua européia, cobiçado pelas damas, bonito, robusto, simpático e milionário, Caio Prado era o nome mais repetido a cada momento. Foi imortalizado no livro "A normalista", romance regionalista do escritor Adolfo Caminha, que trata dos costumes da época em Fortaleza.
  A seca continuou implacável, trazendo a fome, a nudez, as doenças e a miséria, aliados a falta de visão e ao descaso da administração pública em executar medidas eficientes contra a estiagem. A ajuda chegou tardiamente, graças a falta de sensibilidade do parlamento cearense com o sofrimento dos conterrâneos.  Enquanto a Administração Provincial e a imprensa sugerem soluções que minimizam os efeitos da seca, os Deputados e Senadores se calam, propagando a idéia de que o estado da Província não é tão crítico quanto se fala.

   O socorro público vem em maior intensidade em forma de emigração, principalmente para o Amazonas, igração essa, igualmente comum em outros períodos de flagelos. O presidente Caio Prado não fugiu à regra, apesar das iniciativas tomadas em socorro dos necessitadoss, como construções de obras de açudagem, foi muito criticado pela imprensa da época, pelas atitudes políticas tomadas e especialmente como incentivador da emigração cearense para outras regiões do País.

 O jornal "Gazeta do norte" do dia 19 de janeiro de 1889 já havia citado os seguintes dados de 19 de setembro a 12 de janeiro: "Com passagens concedidas pelo governo, deixaram a província com destino ao sudeste do país, 5.641 pessoas e para o norte, 2.421 pessoas. Caio Prado continuou a incentivar a migração dos cearenses.

Para completar a tragédia da falta de chuva, proliferou-se na província uma epidemia de febre amarela, completando a miséria do povo infeliz, sem remédios e sem alimentos. O próprio presidente foi uma das vítimas da epidemia, faleceu em 25 de março de 1889. Morreu na administração de um governo cuja estrutura secular ele não conseguiu mudar, estrutura que permanece até hoje; dependência e subordinação ao poder central com uma viva tradição de uma política assistencialista acelerada nos períodos de crises. Crises que repetidas vezes impressionaram os governantes.

 No período impérial, D. Pedro II chegou a prometer vender jóias de sua coroa em socorro dos flagelados pela fome, e repete-se nos períodos republicanos quando presidentes se comovem ao visitar os famintos nas obras públicas. As mudanças são lentas e superficiais, mas o fenômeno climático se repete e com ele a repetição de um mesmo estado de coisas: o êxodo rural para os centros mais desenvolvidos, que continuam a crescer com a mão-de-obra fornecida pelos brasileiros menos fevorecidos.

Fonte: Instituto do Ceará - A emigração cearense no governo Caio Prado (1888/89)
E Blog:  http://coisadecearense.blogspot.com

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          CONHECENDO UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA:

Famílias invernantes em Caio Prado foram:  Menescal; Vilar; Furtado; Família do dr. Luiz Gonzaga, pai do ex-governador dr. Stênio Gomes.
 Primeiras Professoras: Dona Cesarina Bastos; D. Ana Quevedo (1.884); D. Joana Maia; Dona Adelaide Maia e dona Belarmina Campos (Mestra sempre elogiada por todos os   caiopradenses). 

RELIGIOSIDADE: O Distrito é composto de pessoas fervorosas, e possue só na sede, além da igreja católica, mais três igrejas evangélicas:
O pdroeiro da da igreja católica é São José. Os festejos alusivos ao santo acontecem duas vezes no ano: de 10 a 19 de março e na última semana do mês de setembro. Primeiros padres: Pe. Manoel Cândido dos Santos; Pe. José Coelho da Rocha; Pe. Rocha; Pe. José dos Reis. Atualmente o padre é Luciano Limaverde.   
Igrejas Evangélicas, Pastores: Elisário Mendes de Mesquita (Ass. de Deus T. Central); Antonio Nascimento (Ass. de Deus Min. Bela Vista) e Oséias Pereira Lima, (Missão Evangélica Pentecostal do Brasil).

                         
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*TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. ESTE SITE TEM COMO OBJETIVO PROPORCIONAR AOS LEITORES, UM MAIOR CONHECIMENTO SOBRE O DISTRITO DE CAIO PRADO-MUNICÍPIO DE ITAPIÚNA-CEARÁ. RESP.: LUIZ EVERARDO BEZERRA LOPES.
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